
Há muito tempo escutei de alguém esta frase: "Quem faz o artista é o público. O músico deve tocar o que o povo quer ouvir."
Mas afinal, o que o povo quer ouvir? Já me questionei várias vezes a respeito de frases como estas, as quais são corriqueiras entre as pessoas do senso comum, mas que na minha opinião como artista e músico profissional, não deve ser levado ao "pé da letra".
Durante esses 4 anos de carreira solo, percebi que o público tem seus próprios anseios, mas nenhum deles é maior do que este: "O que esse cantor tem a oferecer que mereça minha atenção?" Neste âmbito, devemos nos preocupar muito mais com a qualidade de nossas letras, arranjos, interpretações e musicalidade de modo geral do que qualquer outra coisa. Isto implica dizer que as pessoas sabem distinguir o "joio do trigo", os "bons e maus" cantores, os "melhores e piores" intérpretes. Enfim, ao se preocupar e dedicar com força na própria musicalidade o artista perceberá um público cativado, contagiado e respondendo a altura todo o esforço empregado na qualidade.
Lembro-me de cantores e bandas consagradas de diversos estilos musicais que surgiram do "nada" e fizeram sua própria história. Por exemplo: Cazuza, Legião Urbana, Capital Inicial, Engenheiros do Havai, Roberto Carlos, Djavan, Ana Carolina, Seu Jorge, entre tantos outros.
Portanto, após muito refletir, cheguei a esta possível resposta: "Quem faz o artista é o público. Mas este mesmo público está sedento por cantores que façam diferença, ou seja, seus próprios seguidores."
Deixe sua opinião a respeito! Terei o maior prazer em recebê-la.
Obs.: Este artigo também está disponível no site: www.melhoracadadia.com




